Gaeco faz operação contra grilagem de terras em Piedade

Garra ajudou no cumprimento de mandados com o Gaeco em Sorocaba — Foto: Carlos Dias/G1

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, realiza nesta segunda-feira (3) a operação "Terra Prometida" contra pessoas especializadas em grilagem de terra. Foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão.

Os suspeitos investigados desde o primeiro semestre de 2017, após denúncias na Polícia Civil, atuariam em Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Capela do Alto, Piedade e Salto de Pirapora (SP).

De acordo com o Gaeco, advogadas, corretores de imóveis, engenheiros e topógrafos são suspeitos de participarem da farsa.

Policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) também participam da operação.

Segundo a investigação, o grupo teria entrado com centenas de ações de usucapião para beneficiar os integrantes do bando. Os suspeitos usariam documentos falsos para induzir as vítimas ao erro e conseguir vender as terras invadidas, particulares e públicas.

Ainda conforme o Gaeco, os suspeitos invadiram terras da Área de Proteção Ambiental (APA) de Itupararanga para montar um loteamento clandestino. O MP frisa que a área é protegida por abrigar a represa que abastece Votorantim, Ibiúna, Mairinque, Piedade, Alumínio e Sorocaba.

Já em Araçoiaba da Serra, os suspeitos invadiram, segundo o MP, uma área da Fundação Zoológico São Paulo.

Conforme o MP, as consequências da atuação dos grileiros atingem as esferas social e ambiental, visto que os proprietários das terras invadidas precisam acionar a Justiça para comprovar a posse, e que a invasão pode comprometer o abastecimento público de água.

Além disso, segundo o Gaeco, há a utilização do Poder Judiciário para analisar documentos falsos mediante pedido de gratuidade do processo por parte dos investigados. (Com informações do g1.globo.com)

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